Curitiba - Cerca de 200 integrantes da Associação Paranaense de Empresas Prestadoras de Serviços de Fisioterapia (Apfisio) fizeram um protesto na manhã de ontem, na Praça Santos Andrade, em Curitiba. O motivo da manifestação é a luta da classe por reajuste de 200%. De acordo com os profissionais, essa exigência é referente a uma defasagem salarial acumulada em 18 anos. Londrina, Maringá, Foz do Iguaçu, Campo Mourão, Castro e Paranavaí também aderiram ao movimento.
Segundo a presidente da Apfisio, Marlene Izibro Vieira, um ofício formalizando a solicitação do reajuste no valor das consultas será entregue aos planos de saúde na segunda-feira. O prazo de reposta se estenderá até quarta-feira. Caso não haja retorno, a categoria deve aderir à paralisação nacional dos médicos marcada para o dia 7.
''Depois da paralisação, vamos diminuir os horários de atendimento aos convênios, deixando em segundo plano os períodos de maior procura. Na sequência, vamos dar início ao descredenciamento em massa de todas as operadoras'', explicou Marlene.
Ela afirma que os planos de saúde vêm sendo procurados para negociação desde 2004, quando a Apfisio foi criada.''Desde então tivemos o retorno de pouquíssimas operadoras. Além disso, o reajuste foi quase insignificante'', criticou.
Os valores repassados aos profissionais, por consulta, variam entre R$ 4,00 e R$ 12,00. O sindicato e o conselho da categoria são favoráveis à postura da associação.
A reportagem tentou contato com a Associação das Entidades Paranaenses de Autogestão em Saúde (Assepas), que representa os planos de saúde, mas não obteve sucesso.

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