Quando ‘‘bateu a vontade de ser mãe’’, a fisioterapeuta Roseli Moreira Andrade, de Londrina, achou que bastava parar de tomar o anticoncepcional e em três meses, ‘‘com o corpo desintoxicado’’, já estaria grávida. Dois anos depois da última pílula, no entanto, já com o emocional abalado, se perguntava se não seria estéril. Foi com o método Billings, que ela e o marido, Johnny Robles de Andrade, conseguiram ter a filha, Júlia, hoje com cinco anos.
  Roseli conta que teve um histórico de desequilíbrio hormonal desde a adolescência, quando teve a primeira menstrução. E dos 12 aos 17 anos tomou hormônios para regularizar os ciclos menstruais, que ocorriam a cada três meses.
  Ela lembra que o ciclo menstrual até chegou a reduzir e ficar em torno de 26 a 32 dias, mas isso ainda não significava um ciclo hormonal regular, com ovulação. Voltou a utilizar pílula, desta vez com baixa dosagem hormonal, alguns anos depois, e só e parou quando quis engravidar. ‘‘Mas aí tive a surpresa: cadê minha menstruação?’’.
  A opção de tratamento era, de novo, usar hormônios. ‘‘Mas eu queria uma opção mais naturalista’’, lembra. Não foi fácil engravidar, e mesmo grávida ainda passou por momentos difíceis, com risco de perder a criança, mas, para Roseli, o método Billings significou um profundo conhecimento do próprio corpo e que não precisava querer se encaixar a qualquer custo em um padrão estabelecido. ‘‘Hoje eu ainda tenho desequilíbrio hormonal, mas o método me trouxe a maneira de saber quando estou ovulando’’.(C.P.)

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