Físicos britânicos resolvem o problema do nó de gravata
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 03 de março de 1999
Por Patricia Reaney 
Londres, 04 (AE-REUTERS) - Dois físicos britânicos resolveram um problema que os homens não conseguiram resolver durante mais de 100 anos - como fazer um nó de gravata perfeito.
Usando um modelo matemático, Thomas Fink e Yong Mao, do Laboratório Cavendish, da Universidade de Cambridge, criaram equações para classificar os quatro métodos mais comuns de dar nós em gravatas e introduziram seis novos nós "esteticamente agradáveis.
" Isso nunca foi feito antes" declarou Mao, em entrevista por telefone, hoje (04). "Fizemos extensas pesquisas na literatura e na Internet e não encontramos nada semelhante."
A pesquisa, publicada no jornal científico Nature, revela que é possível fazer 85 tipos de nós em uma gravata convencional, mas apenas quatro - o nó corredio, o Windsor, o semi-Windsor e o Pratt - são usados.
Fink e Mao classificaram os nós de acordo com o seu tamanho e forma, e usaram uma armação em treliça triangular - uma rede de vias de intersecção- para representar as diferentes sequências da execução de nós.
Usando recursos de estatística, eles criaram fórmulas matemáticas para os nós.
O nó mais simples é o corredio, que teve origem na Inglaterra, no século 19. Atribui-se ao duque de Windsor, que abdicou ao trono em 1936, para poder casar-se com a americana Wallis Simpson, que era divorciada, a introdução do nó Windsor.
O semi-Windsor é uma versão mais simples do nó anterior.O nó mais novo, até agora, era o Pratt, que surgiu em 1989.


