Físico diz que usina de Angra deve ser desligada
Agência Estado
Do Rio
O Ministério Público Estadual do Rio está examinando o pedido feito pela Comissão de Defesa do Meio Ambiente da Assembléia Legislativa Fluminense (Alerj) de suspensão do funcionamento da usina nuclear Angra I e o desligamento de seu reator devido a problemas de segurança. De acordo com relatório do Departamento de Pós-Graduação em Engenharia da Universidade Federal do Rio (COPPE/UFRJ), a usina teve oito paralisações não programadas este ano.
Ontem, os presidentes da comissão da Alerj, deputado Carlos Minc (PT) e da Eletronuclear (operadora de Angra I), engenheiro Pedro Figueredo; além de representantes de entidades ambientais e do vice-diretor do Coppe, professor e físico Luiz Pinguelli Rosa, participaram de uma audiência pública na Alerj para tratar do assunto.
O estudo da Coppe, elaborado por Pinguelli, mostra que seis interrupções da usina ocorreram no primeiro semestre e duas nos últimos meses. Para ele, a soma das paralisações não programadas pode oferecer o perigo de um desastre nuclear. Ele explicou que essas interrupções ocorrem porque o reator chegou ao limite de sua capacidade. O presidente da Eletronuclear admitiu que o aparelho está funcionando além de sua expectativa, mas afirmou que não existe o risco de um acidente nuclear.





