Física quântica aplicada à saúde
PUBLICAÇÃO
domingo, 20 de julho de 2008
Chiara Papali<br> Reportagem Local 
Londrina - Conceitos da física quântica também podem ser aplicados na saúde - é o que afirmam os naturopatas Nicolas Souchal, da França, e Patrick Percebois, da Suíça. Eles estiveram em Londrina para ministrar um dos módulos do curso sobre Saúde Quântica, promovido pela Clínica de Fisioterapia Salgado. A novidade apresentada foi um aparelho que ''mede'' a energia corporal sob vários aspectos e detecta como a ligação mente, emoção e corpo se reflete na saúde.
Para entender esse novo método é preciso primeiro apresentar conceitos básicos da física quântica: entre os mais intrigantes está a perda de importância da matéria e de toda nossa realidade vísivel perante a ação da energia. E outro ainda: a constatação de que experimentos chegavam a um ou a outro resultado dependendo do que se esperava dele. Na saúde, transpondo esses conceitos, a idéia é que o funcionamento das células pode ser afetado, ou determinado, também pelo que se espera delas. O que, neste caso, pode ser traduzido em emoções influenciando o funcionamento do organismo.
O aparelho funciona através de ondas eletromagnéticas que, ao mesmo tempo que envia, também recebe informações do corpo. Isso é feito através de bandanas colocadas nos braços, pernas e na cabeça, e ligadas ao computador. Já existem alguns desses aparelhos sendo usados na Europa e nos Estados Unidos, e o trazido pela equipe européia tem a sugestiva sigla ''Life'' (vida, em inglês).
A idéia é, através da máquina, ''rastrear'' como estão funcionando ''energeticamente'' os mecanismos de regulação dos sistemas corporais e enviar frequências para aqueles que não estão equilibrados se auto-regularem. Os resultados são apresentados em mapas, com números e textos que facilitam a compreensão.
Como a base é a física quântica, que também sustenta a ação de outros métodos terapêuticos, como a terapia floral, por exemplo, a busca é por emoções, traduzidas em energia, que possam ter afetado o funcionamento celular. É por isso que um dos objetivos, segundo os especialistas, é relacionar conflitos e traumas psíquicos, mesmo que na fase ainda intrauterina, com ''marcas'' no corpo - neste caso na forma de disfunções e doenças, assim como a região do cérebro que foi atingida. ''Isso ajuda primeiro a pessoa a tomar consciência do problema que aconteceu, e a partir do momento que vai ficando consciente, tem a possibilidade de mudança, de recriar uma nova vida, com novas condições'', afirma Percebois.
Detectado o problema, a palavra de ordem é reprogramar. Também energeticamente. E também utilizando as ondas eletromagnéticas do aparelho, que a partir das informações obtidas, envia frequências adequadas para o paciente.
Percebois cita o exemplo de uma mulher que é demitida, e que sofre, por conta disso, um estresse inesperado. Ele explica que essa informação, ou estresse, gerada por seu sistema cerebral, pode ser ''reenviada'' para outra esfera do organismo, por exemplo, a genital, desencadeando um câncer semanas ou meses depois. É um exemplo radical, mas que retrata bem a correlação mente, corpo, espírito. Nesse sentido, a doença pode ser até ''benéfica'', segundo Percebois, pois é o corpo dizendo ''você tem que reagir'', e pedindo para mudar, não só fisicamente, mas também no comportamento.


