Washington, 13 (AE) - O diretor-gerente em exercício do Fundo Monetário Internacional (FMI), Stanley Fischer, disse hoje que o novo governo da Argentina "fez mais do que o razoável" para lidar com os problemas fiscais do país. Segundo ele, o governo foi mesmo "corajoso" em suas decisões, antecipando-se ao que o FMI gostaria de adotar. A Argentina precisa aumentar sua carga tributária, mas agora não seria uma boa opção para isso já que o atual ciclo da economia não favorece medidas desse tipo. "A Argentina estaria melhor se tivesse feito isso antes"
disse, ponderando que os países tendem a adiar decisões quando estão vivendo uma situação econômica melhor.
CONGRESSO - Sobre sua declaração a respeito do Congresso brasileiro, Fischer disse, por intermédio de seu porta-voz, Francisco Baker, que foi impreciso e infeliz, durante entrevista coletiva nesta manhã, no uso da palavra "populista". Segundo Baker, o que Fischer quis dizer é que o Congresso brasileiro "tem representação popular" e é parte do processo democrático brasileiro. A declaração foi feita, respondendo a uma pergunta de um jornalista brasileiro, sobre a legitimidade dos manifestantes que contestam as políticas do FMI e dizem falar em nome dos povos do mundo.

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