Washington, 13 (AE) - O comando da reunião do Fundo Monetário Internacional (FMI) está com Stanley Fischer, o número dois na hierarquia. Isso porque o novo diretor-gerente, o alemão Horst Koehler, eleito em 23 de março, ainda não renunciou à presidência do Banco Europeu de Reconstrução e Desenvolvimento (EBRD), cargo que ocupa desde 1998, alegando uma agenda cheia acertada antecipadamente. A previsão é de que Koehler assuma em maio.
Assim, nesta manhã, Fischer dará uma entrevista à imprensa, apresentando a agenda do encontro de primavera do FMI. Certamente, Fischer responderá às críticas das ONGs contra a atuação do FMI e do Banco Mundial e dirá como a instituição está se preparando para enfrentar a mega-manifestação, prevista para este fim de semana, que pretende atrapalhar a reunião dos 182 representantes dos países membros do Fundo.
Ontem, o presidente do Banco Mundial, James Wolfensohn, repudiou os ataques das ONGs, afirmando que a instituição promove "justiça social". O ministro da Fazenda, Pedro Malan, que chega a Washington hoje à tarde, deverá gostar de ter como seu interlocutor Fischer, já que os dois se conhecem há muitos anos. Foi com ele que Malan discutiu o pacote de ajuda ao Brasil em outubro de 1998, no ápice da crise financeira. No ano passado
Fischer esteve no País, dando ao mercado financeiro um sinal do apoio do FMI à equipe brasileira.

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