Fiscalização recolhe armas de brinquedo
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sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Vinícius Fonseca<BR> Reportagem Local 
Londrina - Armas de brinquedo podem mesmo ser consideradas meios de diversão para crianças? Para o grupo que realizou ontem uma fiscalização em estabelecimentos comerciais da Zona Norte de Londrina, a resposta é não
Membros do Conselho Municipal de Cultura de Paz (Compaz) e fiscais da Secretaria da Fazenda vasculhavam prateleiras de lojas da Avenida Saul Elkind, em busca dos brinquedos que têm sua comercialização proibida, conforme lei municipal de 2003 Dos nove estabelecimentos visitados, quatro receberam notificação, com o teor da lei 9 188/2003 e solicitando que armas de brinquedos não sejam vendidas
A carta de advertência é a primeira medida Depois de notificada, caso a loja volte a comercializar os brinquedos, será multada no valor de um salário mínimo nacional (R$ 510) ''Se ainda assim o com6erciante insistir há uma suspensão de um mês do alvará e posteriormente a cassação definitiva'', explica Luis Carlos Galhardi, presidente do Compaz
Para ele, a fiscalização, que de forma propsital ocorreu no Dia Internacional de Protesto Contra os Brinquedos de Guerra, é apenas o início de uma mudança de comportamento social que pretende acabar com a cultura da violência ''Arma não é brinquedo e precisamos ensinar as crianças que isso não é legal'', argumenta Galhardi
Ele explica que o intuito da fiscalização não é punir, mas convidar os lojistas e toda a sociedade londrinense a incentivar a busca pela cultura de paz O papel que a campanha pretende cumprir ficou claro logo na primeira loja visitada, onde foi encontrada uma arma que dispara água Depois de conversar com os fiscais, o gerente do estabelecimento, Valdecir Toilho, garantiu que iria informar seus superiores e aprovou a campanha ''Não conhecia a lei, mas como pai acho isso importante, inclusive evito esses brinquedos em casa'', disse


