Fiscalização preocupa quem é a favor da lei
São Paulo, 23 (AE) - Quem não consegue dormir com o barulho e com os transtornos provocados por bares e casas noturnas e não pode acordar mais tarde no dia seguinte acha que se a lei for sancionada poderá haver uma sensação de "alívio" nos bairros onde a situação é mais crítica, como a Vila Madalena e a Vila Olímpia. O cumprimento da lei, porém, é o que preocupa a maioria. "A lei toca em pontos fundamentais", diz a economista Sandra Regina Santo Ambrósio, membro da Associação Vila Olímpia Viva.
As dúvidas dela estão relacionadas à fiscalização. "O fim da CPI mostrou que essa questão dos fiscais é um vespeiro difícil de mexer", disse. "Acho que acabaremos tendo mais uma lei que vai facilitar a propina". A vice-presidente do Movimento Defenda São Paulo, Regina Monteiro, diz que tem posição totalmente favorável à lei. "Gostaria de acreditar que vai dar certo, principalmente na periferia". Fiscalização - Na periferia ou nas regiões mais badaladas da capital, a reação dos clientes dos bares é semelhante: indignação. Ninguém parece acreditar que a lei poderá ajudar a reduzir a criminalidade e a maioria acha que haverá mais prejuízos que lucros com a possível mudança. "É uma medida demagoga, que visa ao marketing político, fugindo de um problema sério que é a falta de segurança pública", disse o operador de comércio exterior Lucas Mariano, de 22 anos. Ele crê que a maior dificuldade, porém, é a fiscalização. "Duvido que um fiscal vá até o Jardim ¶ngela ou à Brasilândia para ver se os bares estão fechados", disse Mariano.





