Para o deputado Moroni Torgan, é necessário aumentar o efetivo da Polícia Federal e da Receita Federal nas fronteiras. Ele também defende maior integração da Marinha, do Exército e da Aeronáutica no trabalho de repressão ao tráfico de armas.
''O que dá para dizer é que precisamos de uma fiscalização mais atuante por parte das nossas Forças Armadas sobre os armamentos. A fiscalização é ainda muito débil. O tráfico de armas na nossa fronteira está praticamente liberado'', diz Moroni.
Já para o sub-relator da CPI, Raul Jungmann (PPS-PE), o combate ao tráfico de armas nas fronteiras só seria aperfeiçoado com a implantação de uma ''zona de exclusão'', a partir de cem quilômetros da linha fronteiriça, onde a venda de armas estaria proibida.
''Ficou claro que grande parte do arsenal está concentrada em algumas áreas geográficas e que precisam ser reforçados os mecanismos de fiscalização externa e de segurança interna das corporações'', avaliou o deputado em seu relatório parcial, apresentado no mês passado.
A proposta de Jungmann de se criar a zona de exclusão encontrou respaldo dos representantes dos países presentes à reunião do Parlatino que tratou da questão no mês passado, em Buenos Aires. O anteprojeto de uma lei transnacional para regular a circulação de armas e munições dentro do continente deverá incluir um item criando faixas de 50 a 100 quilômetros a partir do limite fronteiriço, para ambos os lados, onde o comércio deste tipo será proibido.(A.S.)

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