Fiscalização da PRF congestiona rodovias do PR
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sexta-feira, 17 de agosto de 2012
Aline Vilalva <br> Reportagem Local 
Londrina - Duas horas e meia. Este foi o tempo que o motorista Fábio Oliveira perdeu na fila de veículos na BR-369 ontem pela manhã, perto da entrada de Cambé, por conta da operação padrão realizada por policiais rodoviários federais. Ele vinha de Maringá para entregar um veículo em Londrina e teve de enfrentar o congestionamento em, pelo menos, um quilômetro.
''Trabalho transportando veículos e recebo por comissão. Por causa do atraso, tive prejuízo financeiro, pois deveria ter feito mais dois ou três serviços, se não fosse a fila'', lamentou o motorista.
Desde o início da manhã de ontem, os policiais fiscalizaram veículos de forma rigorosa, como parte das ações de mobilização da categoria, iniciadas no último dia 8. De acordo com Sidnei Nunes de Souza, diretor jurídico do Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais do Paraná (Sinprf/PR), por meio do protesto, a categoria reivindica reposição salarial correspondente à correção da inflação dos últimos quatro anos - período que os trabalhadores estão sem reajuste -, aumento do quadro de funcionários e reestruturação do plano de cargos e carreira.
Ontem, a operação foi conduzida em Londrina, na BR-369 (cuja fila interditou quase 10 quilômetros); em Curitiba, na BR-116 (que somou 27 quilômetros de congestionamento); e em Foz do Iguaçu, na BR-277 (com 15 quilômetros de fila).
Embora os policiais estejam mais atentos aos veículos de carga, os demais modelos também são fiscalizados. São conferidas as condições do veículo, do motorista e da carga.
A operação continua hoje em todo o Estado, das 9 às 13 horas. A previsão é de que haja protesto nas rodovias de Curitiba, Maringá e Foz do Iguaçu. ''Não temos previsão de quando o protesto vai acabar, pois ele será mantido até que o governo faça a reposição salarial'', reiterou Nunes.
Universidades
Em assembleia realizada ontem, os professores da Universidade Estadual de Londrina (UEL) decidiram manter o indicativo de greve para pressionar o governo do Estado e a Assembleia Legislativa a aprovar o projeto de lei que prevê a equiparação do piso de carreira docente ao dos técnicos de nível superior das universidades estaduais do Paraná.
Segundo Sinival Osorio Pitaguari, tesoureiro do Sindicato dos Professores do Ensino Público Estadual de Londrina e Região (Sindiprol/Aduel), a recomposição deve acontecer durante quatro anos, sendo 7,14% a cada mês de outubro. O projeto de lei foi enviado pelo governo na quarta-feira para a Assembleia Legislativa. ''Consideramos como uma vitória parcial porque ele poderia ter feito isso em regime de urgência, visto já havia se comprometido a enviar o projeto até o dia 1º de maio'', afirmou Pitaguari. Por causa da iniciativa governamental, os professores decidiram alterar a data do indicativo de greve, antes previsto para o dia 23 deste mês, para 3 de setembro. Ontem, a categoria docente paralisou as atividades em todas as universidades estaduais do Paraná.


