Fiscal diz que propina arrecadada na Lapa iria para Izar, mas admitiu nunca ter visto entrega a vereador
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quarta-feira, 28 de abril de 1999
Por Gabriela Carelli 
São Paulo, 29 (AE) - Com o depoimento do fiscal Paulo Antônio, a Comissão Parlamentar de Inquérito, (CPI) dos Fiscais, deu início, hoje, às investigações sobre a Administração Regional da Lapa, sob comando político do vereador José Izar (PFL). No depoimento, o fiscal confirmou o repasse de propina arrecadada entre camelôs para Izar. Antônio disse ainda que houve determinação explícita para todos os fiscais da AR-Lapa distribuir material da campanha para deputado estadual de Williams José Izar, irmão do vereador. Williams assumiu ontem (28) o cargo de secretário parlamentar no gabinete de seu irmão, na Câmara.
Em seu depoimento, Antônio afirmou que Amauri Rippa, chefe da fiscalização da regional da Lapa, que está preso, orientava todos os fiscais sobre o recolhimento de propina e obrigava a entrega semanal de, no mínimo, R$ 300,00. Esse dinheiro, segundo ele, era repassado para o vereador Izar. O depoente, porém, nunca viu Izar recebendo pessoalmente a propina. Ainda de acordo com o fiscal, havia até formas de punição para quem não conseguisse arrecar a quantia: ficava suspenso por tempo indeterminado. Segurança - Hoje, foi ouvido à portas fechadas, por razões de segurança, o office-boy de Wehbe Dawalibi, o Jô, presidente da Associação de Comerciantes do Brás. Seu depoimento será lido amanhã. Elizeu Sanches, ex-motorista da vereadora Maeli Vergniano (sem partido), que prestava serviços particulares para a parlamentar utilizando carro da empresa Vega Engenharia Ambiental, vai depor na segunda-feira.


