Fiscal da RE é investigado por sonegação
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quinta-feira, 12 de junho de 2003
Cristiane Oya<br> Reportagem Local 
Oito delegados da Polícia Federal (PF) em Londrina, quatro promotores de Justiça e policiais foram deslocados ontem para cumprir um mandado de busca e apreensão da Receita Estadual (RE) na residência do fiscal da RE Roberto Oyama e em outras duas casas.
Conforme o delegado da PF Luiz Pontel, que está interinamente na chefia, a busca e apreensão foi uma ação conjunta do Ministério Público (MP) e PF, que investigam Oyama por crime contra a ordem tributária (sonegação fiscal) e crime de improbidade administrativa. Foram recolhidos nos quatro locais um computador e vários documentos. O material apreendido foi encaminhado para perícia.
Segundo Pontel, o inquérito na PF foi instaurado no ano passado, a pedido da Justiça Federal, por suspeitas de incompatibilidade de renda com o patrimônio do fiscal. ''Não posso falar sobre as investigações porque o inquérito corre sob segredo de justiça'', justificou o delegado. O fiscal já teve quebrados os sigilos fiscal e bancário.
O delegado da Receita Estadual Nilton Modesto d'Ávila, disse que apesar de ter colaborado para o cumprimento do mandado de busca e apreensão, não tem conhecimento das denúncias contra o fiscal, que continua trabalhando na Receita. ''Ele está trabalhando na Receita Estadual, mesmo porque eu não recebi nenhuma informação do grau de comprometimento do funcionário. Estou aguardando para poder tomar as medidas necessárias. Eu não sei sobre o que o fiscal foi denunciado porque as investigações correm em sigilo'', afirmou. ''Isso denigre a confiabilidade da corporação'', resumiu o delegado.
A Folha tentou entrar em contato com o fiscal durante o horário de expediente na Receita Estadual, mas ele não foi localizado. O promotor de Combate a Sonegação Fiscal, Leonir Batisti, que também participou da apreensão, e que investiga o caso, não atendeu ao telefone.


