Rio, 03 (AE) - Blitz da Secretaria de Governo da Prefeitura e da Delegacia de Polícia Fazendária no camelôdromo da Rua Uruguaiana, no centro do Rio, encontrou muitas irregularidades. Entre elas centenas de CDs e fitas de vídeo piratas, um depósito clandestino de garrafas de cerveja e refrigerante, um stand de alvenaria e até um salão de cabeleireiro. Os fiscais percorreram o setor D, o maior de todos
com 578 stands, dos quais metade eram suspeitos e foram fechando as lojas fora do padrão. Cem soldados da Guarda Municipal acompanharam a fiscalização.
Esta é a segunda blitz de grande porte que a Prefeitura faz no camelôdromo, criado há sete anos para tirar os vendedores ambulantes das ruas do centro. A primeira aconteceu logo depois de sua criação, mas a Coordenadoria de Licenciamento e Fiscalização da Prefeitura, recebeu denúncias de irregularidades
como a ocupação de mais de um stand pelo mesmo comerciante, vendas de objetos contrabandeados ou roubados e atividades comerciais não previstas no decreto que criou o camelódromo. "Amanhã voltamos aos outro setores", garantiu o secretário de Governo, Airton Aguiar Ribeiro.
O primeiro stand fechado estava irregular. Era uma lanchonete e lojas de disco construída em alvenaria, ocupando o espaço de quatro stands e vendendo CDs, a R$ 2,00 e a R$ 5,50. A construção foi destruída e os discos apreendidos pela delegada Fazendária, Marta Rocha. Eles passarão por perícia no Instituto de Criminalistica Carlos Éboli. A proprietária, Jussara Lopes Pontes, tentou convencer os fiscais a poupar seu comércio enquanto sua mãe, Conceição, gritava que toda a mercadoria tinha notas fiscais (sem apresentá-las) e que não tinha recebido por escrito nenhuma determinação da Prefeitura sobre como arrumar seu stand.
Em outra barraca, havia mais de 300 fitas de vídeo oferecidas a R$ 1,99. Todas foram apreendidas diante do responsável, que não quis se identificar. Em frente, funcionava um salão de cabeleireiro ocupando o espaço de quatro stands. O salão foi fechado e sua proprietária, Maria Lúcia Ferreira, advertida de que não poderá se estabelecer lá. "Não é uma atividade ambulante", explicou o fiscal Roberto Lúcio Costa. O depósito de refrigerantes tinha dezenas de garrafas cheias de água e lodo, levadas por garis, mas seu dono não apareceu.
"Nossa intenção é tirar daqui comerciantes que ocupam o espaço de camelôs e trazer para essa área todos os que trabalham nas ruas do centro", disse o secretário de Governo.