Fiscais do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), da 12ª Regional de Saúde e da Vigilância Sanitária de Umuarama estão apertando o cerco aos postos de combustíveis, oficinas, concessionárias e garagens de empresas de transporte que poluem as nascentes do Bosque dos Xetás, também conhecido como Bosque do Índio, no centro da cidade.
Dezenas de empresas despejam resíduos de óleos e graxas nas galerias de águas pluviais que desembocam no interior do bosque e contaminam os riachos da reserva de sete hectares. Os fiscais estão vistoriando todas as empresas para apurar quais possuem caixas de retenção de resíduos de petróleo e como está funcionando o sistema. Pelo menos 15 empresas foram visitadas nas últimas quatro semanas.
Segundo o fiscal do IAP, Valdir Balan, mais de 200 empresas do setor foram visitadas há dois anos e orientadas a instalar caixas de retenção de óleos e graxas. ‘‘Agora estamos checando se o pessoal cumpriu a determinação’’. De acordo com o fiscal, os empresários que ainda não construíram as caixas ganharão um prazo máximo de 60 dias para fazê-lo.
As empresas que têm as caixas, mas não fazem corretamente a limpeza, são notificadas para corrigir as irregularidades em cinco dias. ‘‘Vencidos os prazos, quem não comprir poderá ser autuado e multado’’, alertou Balan. Toda segunda-feira, os fiscais vistoriam um grupo de empresas.
Todas as empresas visitadas até agora, garagens de ônibus e postos de combustíveis, têm caixas de retenção, mas não fazem a limpeza necessária. Segundo Balan, se as caixas ficarem cheias, os resíduos acabam descendo para as galerias. Algumas empresas fazem a limpeza a cada 15 dias, quando seria necessário pelo menos duas limpezas por semana. Os empresários são orientados quanto à manutenção correta das caixas.
O IAP não tem estimativa sobre a quantidade de resíduos de petróleo lançada diariamente nas nascentes do Bosque dos Xetás. Os riachos também recebem esgotos clandestinos e lixo jogados nas galerias.

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