Fiscais do CNEN alertam para riscos da perda de estabilidade
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sexta-feira, 10 de dezembro de 1999
Por Marcia Furlan 
São Paulo, 10 (AE) - Fiscais da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) alertaram hoje para os riscos da não inclusão desta carreira no Projeto de Lei Complementar PLC 43/99 que tipifica as carreiras de Estado. Pelo texto, mais de 40 carreiras do funcionalismo público permanecerão com estabilidade de emprego, após a promulgação da lei que extinguirá este benefício dos servidores federais, mas a categoria ficará de fora.
"A decisão fragiliza o fiscal de energia nuclear", disse o fiscal Paulo Borges, explicando que o profissional ficará suscetível a pressões das empresas de energia nuclear para concessões de licença e controle de utilização da energia. Isto, segundo ele, ameaça a segurança dos trabalhadores, usuários de materiais radioativos, o público em geral e o meio ambiente.
A tentativa de inclusão da carreira na lei foi feita três vezes, por meio de emenda ao texto, mas acabou rejeitada nas três ocasiões. A votação final do projeto no Senado deve ocorrer na próxima semana. Existem no País 230 fiscais da CNEN que supervisionam 2.500 instalações nucleares nas áreas de medicina, indústria, agricultura e pesquisas, que se destinam desde o tratamento de câncer a diagnósticos médicos, prospecções de petróleo e esterilização de materiais cirúrgicos.


