Fiscais devem encerrar a greve
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terça-feira, 15 de junho de 2004
Vânia Casado<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Os auditores fiscais que prestam serviços nos portos e aeroportos do País pretendem encerrar a greve da categoria, que já dura mais de três meses. A decisão deverá ser votada em assembléia que será realizada em todos os estados e posteriormente, ratificada em Brasília. No Porto de Paranaguá, a indicação é que que a greve seja encerrada amanhã.
O movimento no Paraná começou a enfraquecer desde a semana passada, quando os auditores tentaram derrubar, na Justiça Federal, a liminar que concedia às indústrias vinculadas à Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) o direito de que as operações de importação e exportação de mercadorias fossem desembaraçadas no máximo em cinco dias. Muitas indústrias conseguiram decisões judiciais que determinavam hora e dia para terem desembaraçadas suas mercadorias.
No último dia 9, o Tribunal Regional Federal (TRF) da 4Região não atendeu o pedido dos auditores fiscais e não deu o efeito suspensivo da liminar que havia dado em virtude de ação ingressada pela Fiep. Os auditores fiscais decidiram então acabar com o movimento, uma vez que a liminar só beneficiava as médias e grandes empresas vinculadas à entidade. ''Não é justo prejudicar as pequenas empresas que não têm condições de manterem assessorias jurídicas fortes'', disse Marco Antonio Alves, presidente do Unafisco-Paranaguá.
Segundo Alves, a categoria dos fiscais não desistiu do movimento. Eles apenas suspenderam a greve para negociar com o governo federal, que alegava que só retornaria à negociação se o movimento fosse suspenso. ''Vamos voltar a negociar e caso não seja possível poderemos retomar à greve mais a frente'', avisou.
Mas os empresários continuam reclamando da demora no desembaraço das mercadorias. De acordo com a Fiep, as empresas mais prejudicadas são as que dependem de componentes importados para normalizar a linha de produção.


