Os milhões de pessoas que ficam a ponto de desmaiar quando se deparam com uma seringa talvez já tenham encontrado uma alternativa com uma nova injeção sem agulha, única em seu tipo e aperfeiçoada por uma firma britânica.
O injetor, do tamanho de um lápis, é composto por uma cápsula cheia de ar comprimido e de um compartimento com o medicamento.
O paciente coloca o aparelho sobre a pele e faz penetrar o produto pelos poros, sem cicatriz, afirmou nesta semana a empresa Weston Medical.
Testes clínicos ainda deverão ser realizados antes da comercialização no varejo do sistema ‘‘Intraject’’, previsto para o ano 2001, mas a empresa já o vendeu ao grupo Hoffmann-La Roche, para injeções de um tratamento contra a hepatite C e à firma Madiva para uma vacina contra a gripe.
A empresa afirma que o processo evita riscos de infecções ou ferimentos causados por seringas hipodérmicas tradicionais. ‘‘Sempre que se injeta algo através da pele de um paciente, existe a possibilidade potencial de passar bactérias no corpo e provocar problemas como abcessos’’, destacou um professor de medicina, John Wallwork. ‘‘Por isso, tudo o que evita fazer buracos na pele é uma boa idéia’’, acrescentou.
O preço da seringa sem agulha pode afugentar os pacientes, já que de um custo estimado atual de 1,2 dólar, o sistema custará dez vezes mais do que uma seringa hipodérmica.France PresseNova injeçãoO paciente coloca o aparelho sobre a pele e faz penetrar o produto pelos poros, sem cicatrizFrance Presse

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