Rio, 22 (AE) - O presidente da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira, disse hoje, em Campos, no Norte Fluminense, que a proposta de fixar salários mínimos diferentes por estados deve ser melhor estudada. Mas o presidente da Firjan disse que, "a princípio", é favorável à medida, porque diminuiria o impacto do aumento do mínimo no déficit da Previdência Social.
Para Gouvêa Vieira, estudos mais aprofundados são necessários porque salários mínimos diferentes podem provocar a migração de trabalhadores, dos estados onde o valor é menor para aqueles onde a remuneração básica é maior. O presidente da Firjan já defendeu o salário mínimo de R$ 180, em reunião com os deputados da comissão responsável pelo estudo do assunto. Ele também explicou anteriormente que o reajuste não teria nenhum impacto na indústria, porque são poucas as empresas do setor que ainda pagam o salário mínimo.
GOVERNO E PREFEITURA - O reajuste do salário mínimo não deve influenciar as contas do estado do Rio de Janeiro. Ontem (21), o governador Anthony Garotinho (PDT) confirmou que pretende dar, no dia 1º de maio, um reajuste maior para o funcionalismo, de R$ 400 para servidores que trabalham oito horas. A intenção do governador é que nenhum funcionário do Estado continue a receber o salário mínimo.
A Secretaria de Administração do município do Rio de Janeiro realiza projeções para avaliar o impacto do reajuste do mínimo, de acordo com os valores que são discutidos até agora. A folha de pagamento da prefeitura, em valores brutos, é de R$ 106 milhões, para os 123 mil servidores do município. O valor representa 58,7% do orçamento da prefeitura - pouco abaixo do limite de 60% de gastos com funcionalismo imposto pela Lei Camata.

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