São Paulo, 24 (AE) - A deflação de fevereiro, prevista hoje pelo coordenador do IPC-Fipe, Heron do Carmo, poderá se repetir em março. Até agora, o coordenador do índice prevê que o índice fique em zero no próximo mês, mas admite o resultado negativo a medida que o preço dos alimentos continue em queda. A projeção para o IPC do ano não foi revista e continua entre 6% e 6,5%, já que a Fipe acredita que o governo aproveitará a queda dos índices de inflação para recompor os preços dos combustíveis.
Nesta terceira quadrissemana, o resultado de uma deflação de 0,05% surpreendeu a Fipe, que esperava uma redução menor em relação a alta de 0,18% na segunda quadrissemana. O resultado veio basicamente da queda dos preços dos alimentos, em funcção da safra, sendo que o feijão foi o produto que mais contribuiu. Só nesta quadrissemana o preço do feijão teve uma queda de 17,01%. Sem ele, o IPC, ao inv és da queda de 0,05%, apresentaria uma alta de 0,4%. A partir da projeção de uma deflação de 0,20% em fevereiro, o IPC acumulado em 12 meses deve fechar feveiro em 7%. Heron projeta que o IPC acumulado em 12 meses em março deva ser de 6,04%, caso o índice no mês fique em zero.

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