FIPE reduz projeção de inflação no mês para 0,30%
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 04 de abril de 2000
Por Márcia de Chiara 
São Paulo, 05 (AE) - A Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) reduziu de 0,40% para 0,30% a previsão do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) para este mês e já admite que a inflação acumulada no ano ficará, no máximo, em 6%. Em março, o IPC da Fipe voltou a registrar inflação, com os preços subindo, em média, 0,23%, ante deflação de 0,23% em fevereiro. O índice fecha o primeiro trimestre em 0,58%, quase o IPC registrado em março de 99 (0,56%).
"O resultado de março ficou dentro do previsto e a tendência é de a inflação manter-se em níveis baixos", afirma o coordenador do IPC da Fipe, Heron do Carmo. Ele decidiu reduzir a estimativa do índice para abril, depois de constatar que houve uma certa antecipação da entrada da nova coleção outono/inverno para março. Isso fez com que o grupo vestuário fechasse o mês com um recuo de apenas 0,88%, ante expectativa de queda de 2%.
O economista também está levando em conta nas suas projeções para abril que produtos in natura, como tomate, com alta de 32,70% em março, ovos (5,80%) e cebola (17,33%), que juntos contribuíram com 0,10% para o IPC do mês passado - quase a metade do índice - não deverão subir em abril. Além disso, o efeito da alta da gasolina, que ficou 6,74% mais cara em março e liderou o ranking dos itens que mais subiram, já se esgotou. Os gastos com telefone fixo, com alta de 2,59% no mês passado, também tiveram reflexo só no IPC de março. "Por isso o quadro para abril é mais tranquilo", diz Heron.
Em março, o grupo que mais subiu foi transportes (1,47%) e o aumento da gasolina superou as expectativas. Os alimentos in natura impulsionaram o IPC, com alta de 2%, mas foram compensados pela queda de 2,17% nos preços do semi-elaborados.


