São Paulo, 18 (AE)- O coordenador do Índice de Preços ao Consumidor da Fipe, Heron do Carmo, disse que mesmo com a pressão do reajuste das tarifas públicas no terceiro trimestre, se não houver nenhum fator (como geadas) que pressione os preços dos alimentos do período, a inflação anual pode ficar em 5%. Esse número está condicionado ainda a confirmação de inflação de 0,20% para os meses de julho, agosto e setembro. A estimativa da Fipe para o primeiro semestre é de 2,6%. Este mês, o índice deve ficar em torno de zero, menor portanto, do que a previsão anterior do instituto, que apontava inflação de 0,20% para junho. Segundo Heron, essa revisão se deve à continuidade da queda dos alimentos (-1,86%) na segunda quadrissemana. Apesar de o ritmo de queda dos alimentos ter desacelerado, em relação a primeira quadrissemana, (-2,13%), explica Heron, o recuo continua forte.
Heron disse ainda que a volta da cobrança da CPMF ontem não deve causar impacto sobre o índice da Fipe. "Se os supermercados não repassaram o custo do câmbio, porque vão repassar o da CPMF?", questiona. Segundo ele, se os supermercados repassarem essse custo, vão perder vendas, porque não existe espaço para reajustes. O reajuste da telefonia deve causar impacto pequeno no índice da Fipe a partir da terceira quadrissemana de junho. Isso porque, segundo Heron, o peso da telefonia no índice representa apenas 0,92%, o que deve impactar em 0,07% no índice na terceira quadrissemana.

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