São Paulo, 13 (AE) - O presidente da Fipe-USP, Juarez Rizzieri, prevê uma inflação de 0,50% para o próximo mês de agosto. O aumento dos alimentos e a possível recomposição da margem de venda dos produtos em geral pressionariam o índice, de acordo com Rizzieri, que acredita também em uma alta pela predisposição do governo de manter a economia reavivada neste segundo semestre.
Se até o mês de junho houve meses em que o índice apontou deflação, isso não deverá se repetir a partir de julho. A previsão da Fipe é de que o custo de vida de São Paulo chegue a 1% neste mês, mantendo-se positivo nos próximos meses até o final do ano. "É pouco provável que tenhamos deflação até o final do ano. Ao fixar a meta de inflação para 99 o governo assumiu que vai manter a economia aquecida", ponderou o presidente da Fipe.
Além desses fatores, as tarifas públicas, notadamente de energia elétrica e água, ainda contribuirão para a inflação do mês de agosto. No primeiro semestre deste ano o IPC acumulado chegou a 2,51%, o que abre espaço para o crescimento neste segundo semestre, já que a meta inflacionária do governo para este ano é de 8%, com possibilidade de variação de 2 pontos percentuais para cima e para baixo. Segundo Rizzieri, a inflação acumulada de 99 deve ficar entre 6% e 7%.

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