mas, com a nova metodologia, esses produtos têm peso menor no índice e a diversidade de produtos pesquisados também foi ampliada. Queda - O IPC da segunda quadrissemana de dezembro apresentou recuo significativo, voltando ao patamar do último mês de setembro, e fechando em 1,01%. Ou seja, uma queda de 0,33 ponto percentual em relação à quadrissemana anterior, que acumulou uma variação de 1,34%. As carnes e os combustíveis ainda foram os maiores responsáveis pela alta do índice, totalizando um aumento de 0,52 ponto percentual. Heron explicou que a tendência é de que esses produtos continuem em queda na próxima quadrissemana, o que resultaria num índice acumulado de dezembro de 0,5%. O IPC acumulado de 99, segundo Heron, deve ser de 8,7%.Por Rita Tavares São Paulo, 20 (AE) - A inflação no município de São Paulo no próximo ano dependerá muito da variação das tarifas públicas. Um reajuste acumulado de 15% dos combustíveis e de 12% das tarifas resultará num Índice de Preços ao Consumidor (IPC) acumulado entre 6% e 6,5%. A previsão é do coordenador do índice, calculado pela Fipe-USP, Heron do Carmo, ao traçar as perspectivas para o próximo ano. Essa projeção foi feita com o dólar variando ao longo do ano entre R$ 1,80 e R$ 2,00. A Fipe acredita que o crescimento do PIB será superior às previsões feitas pelo setor privado (entre 2,5% e 3%), aproximando-se da previsão do governo ou até mesmo superior a 4%. Segundo Heron, o governo não deveria, estrategicamente, conceder reajuste da gasolina em janeiro, já que o impacto sobre os preços no atacado seria muito alto, puxando os índices no varejo. "É preciso calibrar os reajustes de combustíveis, esperando ver o que vai ocorrer com o preço do petróleo no mercado internacional", disse. Janeiro - Heron prevê que a inflação acumulada de janeiro pode chegar a 0,7%, caso seja concedido o reajuste das passagens de ônibus do município de São Paulo. Uma eventual elevação da atual tarifa de R$ 1,15 para R$ 1,25 traria um impacto de 0,33 pontos percentuais no IPC. Se o aumento for concedido a partir do dia 15 de janeiro, como ocorreu neste ano, o impacto do reajuste seria dividido entre janeiro e fevereiro, com 0,165 pontos percentuais ao mês. Sem o reajuste dos ônibus, a Fipe prevê um IPC de 0,5% em janeiro, que viria basicamente dos aumentos das mensalidades escolares e dos reajustes dos serviços de telecomunicação. Com a nova metodologia de pesquisa do IPC, a ser adotada a partir de janeiro, o reajuste dos telefones passa a ter um peso maior na composição do índice. Assim, um aumento médio de 8% nas tarifas telefônicas traria um impacto de 0,19 pontos percentuais no índice, sendo que 0,10 pontos percentuais já seriam computados em janeiro. Quanto às mensalidades escolares, um reajuste médio de 7% contribuirá com 0,17 ponto percentual no IPC de janeiro. Assim, somados, mensalidades e telefones contribuirão com 0,28 ponto percentual para o IPC de janeiro. Heron do Carmo ponderou ainda que o preço dos hortifrutigranjeiros tende a subir, tradicionalmente, em janeiro

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