São Paulo, 20 (AE) - A partir do próximo ano, a variação do IPC/Fipe dependerá muito do desempenho das tarifas públicas. Um reajuste de 15% dos combustíveis e de 12% das tarifas ao longo do ano resultará num IPC entre 6% e 6,5% em 2000. A previsão é do coordenador do índice, Heron do Carmo, ao traçar as perspectivas para o próximo ano. Essa projeção foi feita com o dólar variando ao longo do ano entre R$ 1,80 e R$ 2,00. A Fipe acredita que o crescimento do PIB será superior às previsões feitas pelo setor privado (entre 2,5% e 3%) aproximando-se da previsão do governo ou até mesmo superior a 4%. De acordo com Heron do Carmo, o governo não deveria, estrategicamente, conceder reajuste da gasolina em janeiro, já que o impacto sobre os preços no atacado seria muito alto, puxando os índices no varejo. "É preciso calibrar os reajustes de combustíveis, esperando ver o que vai ocorrer com o preço do petróleo no mercado internacional", disse. Segundo ele, a meta inflacionária de 6% para 2000 suporta um reajuste de 15% da gasolina, desde que o mês escolhido para o reajuste seja o adequado. Se não houver o reajuste das tarifas de ônibus no município de São Paulo, como é esperado, o governo poderia até elevar o preço da gasolina em janeiro, de acordo com Heron. (Rita Tavares)

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