Fipe prevê impacto de 0,15 ponto no IPC de março
mas não de forma significativa. No ano passado, as tarifas de ônibus do município de São Paulo foram reajustadas em janeiro. Neste ano, não há definição da data do aumento. Tradicionalmente
ocorre em maio. Segundo Heron, o governo agiu corretamente, ao aproveitar a folga da inflação neste início de ano para aumentar os combustíveis. "O governo vai reajustar os combustíveis até onde a meta da inflação permitir", disse. Por ele, novos reajustes só seriam feitos no segundo semestre depois do aumento das tarifas públicas, reduzindo o impacto da alta dos combustíveis no IPC acumulado de doze meses e, assim, nas tarifas.Por Rita Tavares São Paulo, 25 (AE) - O coordenador do IPC-Fipe, Heron do Carmo, disse hoje que o impacto direto do aumento dos combustíveis no índice em março será de cerca de 0,15 ponto percentual. O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Amauri Bier, estimou em 0,13 ponto percentual. "Se os preços estivessem tabelados, poderíamos ter certeza do impacto", disse Heron. Segundo ele, a projeção mais alta reflete o comportamento do mercado já que os postos de gasolina tendem a aumentar mais o preço nas primeiras semanas para reduzi-lo depois. "É uma projeção mais realista", afirmou Carmo. Com o anúncio do aumento dos combustíveis a partir de 1º de março, a Fipe reviu a projeção do IPC de zero para 0,15% em março. Carmo não acredita que haverá o repasse da alta dos combustíveis para outros preços, o que pressionaria o IPC. "No ano passado, o álcool e a gasolina subiram mais de 50%, e o IPC fechou em 8,6%", ponderou. Quando ocorrer o aumento das tarifas de ônibus urbanos, de acordo com Heron, o repasse será diluído nos custos das empresas





