São Paulo, 19 (AE) - Apesar da alta de 1,13% no Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da segunda prévia, a Fipe mantém a previsão de fechar agosto com inflação de 0,90%. Segundo o coordenador do IPC da Fipe, Heron do Carmo, a pressão das tarifas públicas e dos combustíveis chegou ao pico nesta segunda quadrissemana, com 0,83 ponto porcentual de contribuição no índice geral, e deve começar a recuar a partir de agora. Heron acredita que os preços dos combustíveis estão começando a se normalizar e que as promoções devem começar a voltar aos postos. O ítem alimentação é o único que pode pressionar o IPC a partir de agora, de acordo com a Fipe. Isso porque, explica Heron, "estamos num período de entressafra". No entanto, ele acredita que o ritmo do aumento dos alimentos deve começar a recuar, para fechar o mês com alta inferior a 1,5%. A partir de setembro, prevê, o IPC deve oscilar 0,5% ao mês, permitindo que a previsão anual da Fipe permaneça em torno de 6,5%.

mockup