Rio - O presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Paulo Buss, fez críticas ontem à indústria farmacêutica, em discurso no lançamento de um novo medicamento contra malária produzido pelo Farmanguinhos, laboratório vinculado à Fiocruz. ''Como é doença de pobre, muitas vezes a grande indústria não tem interesse de pesquisar (novas drogas), porque pobre não tem dinheiro para comprar remédio'', afirmou Buss. Segundo ele, a malária ameaça 3 bilhões de pessoas no mundo, causando cerca de 1,5 milhão de mortes por ano.
O medicamento ASMQ, um pequeno comprimido azul, é uma nova formulação em dose fixa da combinação de artesunato (AS) e mefloquina (MQ). Foi resultado de uma parceria da Fiocruz/Farmanguinhos com a organização Medicamentos Para Doenças Negligenciadas. O ASMQ simplifica o tratamento porque garante que os dois medicamentos sejam tomados juntos e na proporção correta, com uma dose diária de um a dois comprimidos por três dias.

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