Fiocruz reúne informações sobre doença de Chagas
Campinas, SP, 14 (AE) - Noventa anos depois de descoberta, a doença de Chagas ainda faz grande número de vítimas. No Brasil, são 6 milhões de infectados e mais 20 milhões expostos à doença, transmitida pelo patógeno Trypanosoma cruzi, através do inseto hospedeiro, conhecido popularmente como barbeiro. A doença causa sérios problemas cardíacos e gastrointestinais a cerca de 10% dos infectados, podendo levar à morte quando associada a desnutrição e diarréias. Os Estados mais atingidos são Minas Gerais, Goiás, Bahia, Rio Grande do Sul e os da região Nordeste.
Para comemorar os 90 anos da descoberta da doença, ocorrida no dia 15 de abril de 1909, e incentivar as pesquisas para seu controle e combate, a Fundação Oswaldo Cruz (http://www.fiocruz.br) e as Academias de Medicina e Ciência da América Latina reúnem os maiores especialistas mundiais sobre o assunto, no Rio de Janeiro e em várias capitais latino-americanas durante toda esta semana.
No evento brasileiro, quatro pesquisadores com trabalhos relacionados à doença receberão o Prêmio Carlos Chagas, um em cada dia de um simpósio, realizado no Hotel Glória. E a Fiocruz lança a versão preliminar da Biblioteca Virtual Carlos Chagas (http://www.prossiga.br/chagas), organizada em colaboração com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, CNPq (http://www.cnpq.br).
A biblioteca já tem o histórico profissional e pessoal do médico Carlos Chagas e numerosos artigos científicos, jornalísticos e didáticos, publicados em diversos países, sobre suas pesquisas e a expedição realizada à Amazônia em 1912 e 1913. Até agosto deste ano o acervo eletrônico deverá estar completo, com textos do próprio Carlos Chagas e mais referências bibliográficas.





