Rio, 26 (AE) - O diretor-executivo do Programa das Nações Unidas para Aids (Unaids), Peter Piot, assina amanhã (27), no Rio, um convênio inédito com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), escolhida pelo órgão para ser um dos dois pólos de pesquisa do vírus HIV na América Latina. O Instituto de Saúde do México será a outra instituição a receber apoio oficial da Organização das Nações Unidas (ONU) para pesquisas contra a aids.
O anúncio do convênio foi feito hoje pelo coordenador nacional do Programa de Doenças Sexualmente Transmissíveis/Aids do Ministério da Saúde, Pedro Chequer, durante o lançamento, no Rio, da Campanha Mundial Contra a Aids da ONU. A campanha já havia sido lançada oficialmente ontem, em Brasília.
"A Fiocruz foi escolhida porque é um centro de referência na América Latina, com tradição no trabalho de aids e pioneira na parceira com o Ministério da Saúde nessa área", afirmou Chequer. Ele não quis comentar, porém, o valor do convênio. "Não há nada definido em termos de recursos, mas amanhã vamos ter uma reunião na Fiocruz e alguma coisa poderá avançar nesse sentido", disse. A Fiocruz, que realiza estudos em diversos níveis sobre a epidemia da aids, foi a primeira instituição do País a isolar o vírus HIV, em 1987. Carentes - Hoje pela manhã, Chequer levou o diretor-executivo da Unaids, Peter Piot, para conhecer o projeto Vila Olímpica da Mangueira, que trabalha na educação de jovens carentes da zona norte do Rio. "O Ministério da Saúde, a Unesco e a Unaids vão discutir, junto com a comunidade, a expansão e melhoria desse trabalho que vem sendo realizado na Mangueira", anunciou Chequer.
Segundo ele, ainda não foi definido o valor do investimento. "Precisamos primeiro elaborar um projeto para depois definir que tipo de investimento vai ser feito".

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