Rio - Embora segundo o ministro a situação não seja muito diferente da que ocorreu em anos anteriores, a Fiocruz liberou dois milhões a mais de doses de vacina. Além disso, foi reforçado o pedido para ministérios do Turismo e Relações Exteriores para que alertas sejam feitos às pessoas que se destinam a áreas de risco. O secretário de Vigilância em Saúde, Gerson Penna, afirmou que o aviso já é previsto pelo Código Sanitário Internacional. ''A política não mudou. Foi apenas um reforço'', observou.
As medidas mais pontuais seriam discutidas entre ministérios do Turismo, Anvisa, Polícia Rodoviária e Aeroportos. Hotéis e restaurantes deveriam receber também comunicados para ressaltar a necessidade de a população que se dirige para locais de risco estar vacinada. ''Para quem está no Rio, em São Paulo e não vai para um local de mata, a vacinação é totalmente desnecessária'', observou Temporão.
Ontem, a estudante Giovana Piacesi, 28 anos, aguardou por quase duas horas na fila de um posto de saúde, no Lago Norte, em Brasília, para vacinar-se contra a febre amarela. Ela reconheceu que procurou o posto depois da notícia da morte de Abubakir. ''Tenho vários amigos que fizeram o mesmo. Na verdade, poucos lembram-se de quando foram vacinados e poucos têm em mente a necessidade de renovar a vacina, de dez em dez anos'', observou. Para ela, o ideal seria que periodicamente a população fosse alertada para essa necessidade. (L.F./Agência Estado)

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