Rio - Com a suspeita de que tenha chegado ao país o primeiro caso da Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars, na sigla em inglês), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio, vai entrar no campo das entidades de pesquisa que tentam descobrir o agente que causa a doença. De acordo com o vice-presidente da Fiocruz, Ary Carvalho de Miranda, as amostras da jornalista britânica internada em São Paulo (sangue e secreção do nariz e garganta) que chegarem à instituição vão ser enviadas aos laboratórios de bacteriologia e virologia para análise. A instituição ainda aguarda o envio da amostra.
''A OMS (Organização Mundial de Saúde) ainda não sabe se a doença é causada por um vírus ou uma bactéria. O diagnóstico até agora é feito por exclusão, mas levando-se em conta um conjunto de sinais'', disse Miranda. Os sinais são: febre acima de 38ºC, tosse seca, dor de garganta, dor muscular, desconforto respiratório. ''Mas estes são sintomas típicos de uma gripe. Portanto, deve ser levado em conta se a pessoa esteve em uma das áreas de transmissão (países onde há casos confirmados) da Sars. E deve-se fazer todos os exames possíveis para afastar a possibilidade de ser outra a doença'', afirmou.
O vice-presidente da Fiocruz disse que foi montado um grupo na instituição que receberá amostras de casos suspeitos 24h por dia, sete dias por semana.

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