Rio de Janeiro - A Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, da Fundação Oswaldo Cruz, aderiu ontem à campanha pelo desarmamento e defende o Sim no referendo de 23 de outubro. A resolução 22.033 TSE (Tribunal Superior Eleitoral) veda a participação de entes públicos em campanhas partidárias como a do referendo. O descumprimento pode levar a multa.
O diretor da escola, Antônio Ivo de Carvalho, disse à reportagem que só descobriu a restrição ontem, dia da abertura da campanha. Por outro lado, ele disse que já imaginava que pudesse haver problemas, por ser um referendo nacional.
''O que estamos fazendo não é apenas uma campanha para o ''sim'. Estamos dedicando o aniversário de 51 anos para o tema violência incorporado na agência de saúde pública. Temos trabalho comunitário grande com as favelas vizinhas e estamos montando um comitê que vai participar da campanha pelo desarmamento. Não queremos afrontar a lei, mas aqui em Manguinhos e na saúde como um todo é muito forte a simpatia por essa idéia do sim ao referendo'', afirmou Carvalho.
O diretor informou que o tema violência foi escolhido porque ''degrada nossa sociedade e exclui a população de uma vida melhor''.

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