São Paulo, 5 (AE) - O presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Emílio Carazzai, disse há pouco que a capacidade de financiamento para programas habitacionais da Caixa não deve ser alterada este ano.
Segundo Carazzai, os recursos para financiamentos já aprovados para este ano somam cerca de R$ 4 bilhões, dos quais R$ 2,6 bilhões são provenientes do FGTS, e R$ 1,4 bilhão da Caixa. O presidente da CEF fez essas declarações há pouco, na sede da instituição, em São Paulo, durante assinatura de prorrogação do convênio do Programa de Carta de Crédito. O programa faz parte de um convênio entre a Caixa e a Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção)
e foi estendido por um prazo de mais um ano. "Esse programa me sensibilizou muito e, com o apoio dos governos estaduais e associações comunitários poderemos ampliar significativamente esse convênio durante este ano", disse Carazzai. O presidente da Anamaco, Cláudio Conz, presente na solenidade, disse que o programa favoreceu 81.813 famílias, até agora, com investimentos de R$ 319,099 milhões.
Segundo Conz, 10% das 100 mil lojas de material de construção, em todo o País, já aderiram ao programa. "Esperamos poder contar com pelo menos R$ 400 milhões do total de recursos de financiamento da Caixa, para financiamento de material de construção, este ano".
Para o presidente da Caixa, o grande mérito da carta de crédito é a facilidade de contratação do financiamento, feito junto às lojas de material de construção. "Não é exigido comprovação de renda e emprego formal, sendo apenas avaliada a capacidade de pagamento do candidato", explicou Carazzai.
Além disso, complementou o presidente da Caixa, a carta de crédito é o programa que apresenta o menor índice de inadimplência, de 1,4% contra 4% a 7% dos demais programas habitacionais do banco. Os contratos de financiamento reajustados de acordo com a equivalência salarial, acrescentou Carazzai, apresentam índice de inadimplência de cerca de 30%. Contra isso, a caixa já está estudando vários programas para diminuir essa situação de atraso nos pagamentos. O presidente da Caixa disse que o banco deve priorizar este ano também a comunicação com o público. "Precisamos dar uma resposta crível e final aos nossos clientes quanto à renovação de contratos", disse Carazzai.

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