Curitiba- O assaltante mais procurado no Brasil pela Polícia Federal e financiador da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), José Reinaldo Giroti, de 36 anos, foi preso na noite de anteontem quando saía de um hipermercado na Zona Sul de Londrina. Giroti era o principal parceiro de Marcos Willians Herbas Camacho (conhecido como Marcola) em roubos praticados em Cuiabá (MT). Ele também era procurado no Rio Grande do Sul, Minas Gerais, São Paulo e no Distrito Federal.
Desde agosto do ano passado, Giroti estava agindo também no Paraná. Na ficha do paulista nascido na cidade de Brotas (interior de São Paulo) estão 30 processos criminais, 25 inquéritos policiais em andamento e 15 mandados de prisão.
A Polícia Federal (PF) estima que ele já tenha roubado mais de R$ 100 milhões. O superintendente da PF do Paraná, delegado Jader Hanna Saad, lembra que Giroti (conhecido vulgarmente como ''Alemão'') agiu pela primeira vez no Paraná em agosto de 2005 quando furtou um cofre repleto de jóias deixadas em penhor na Agência do Bacacheri da Caixa Econômica Federal (CEF), em Curitiba.
O delegado explica que Giroti operava sempre em roubo de bancos, jóias e caixas eletrônicos. ''Era o procurado número um da lista nacional da Polícia Federal'', relatou Saad. O paulista já tem várias condenações por São Paulo.
Um dos maiores assaltos que Giroti já confessou foi em 2001, ao Banco de Brasília. Na ocasião o valor divulgado da ação foi de R$ 5 milhões, mas Giroti disse que o objetivo do assalto eram os cofres particulares e, com isso, eles roubaram R$ 50 milhões.
O crime foi muito divulgado porque as jóias da família de Juscelino Kubtscheck estavam em um desses cofres. Segundo Giroti, eles não sabiam do valor histórico da jóias e no dia seguinte elas foram fundidas.
A última vez em que foi preso, em 2001, Alemão conseguiu fugir com a participação de vários integrantes do grupo - que foram resgatá-lo na Delegacia de Roubos de São Paulo.
Como se disfarçava constantemente, a operação foi chamada de Chacal. ''Ele usava várias identidades falsas e se disfarçava como o Chacal (terrorista que agiu em vários países, na década de 70 e é acusado de matar mais de 90 pessoas).
Ontem, ele prestou depoimento por quase duas horas na sede da Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, onde chegou de avião. ''Foi conveniente que ele viesse rapidamente de avião por conta do risco de resgastes, já que ele era financiador do crime organizado e não apenas participante'', disse Saad.

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