Financeira estuda fazer banco de dados de consumidores
PUBLICAÇÃO
domingo, 03 de outubro de 1999
Por Renée Pereira 
São Paulo, 04 (AE) - A Fininvest S/A Administradora de Cartão de Crédito estuda a possibilidade de criar junto com outras financeiras um banco de dados com informações sobre pontualidade de consumidores. O objetivo é ter maior controle da inadimplência em todo o País, na medida em que esse é um fator que contribui para que as taxas de juros cobradas em operações de crédito ao consumidor sejam tão altas.
O sistema deverá ser parecido com o criado pela Centralização dos Serviços dos Bancos (Serasa), o Credit Bureau Scoring. Esse é um sistema de avaliação de crédito para pessoa física, com padrão de pontuação, que pode tornar disponível para lojistas, bancos, etc. Sempre que o consumidor estiver contratando uma operação de crédito, será solicitada a permissão para que seus dados sejam incluídos no banco de dados.
Advogados e instituições de defesa do consumidor acreditam que o sistema pode representar uma invasão à vida financeira do cidadão. Segundo o diretor comercial de Corporate da Fininvest, Julio Piña, o programa de Credit Bureau Scoring pode ser uma ferramenta importantíssima para diminuir a taxa de risco de inadimplência embutida nos encargos cobrados de consumidores. "Essa será a tendência do mercado", explica. Com o novo sistema de concessão de crédito, a financeira poderá ter acesso a todas as informações do consumidor, desde que este tenha permitido que seus dados fossem repassados. Assim, o fato de o consumidor ter um financiamento de veículo ou empréstimo pessoal ainda em pagamento poderá influenciar na decisão da financeira na concessão do crédito.
Seguro-desemprego - A Fininvest está oferecendo uma nova linha de crédito com seguro-desemprego, que garante a cobertura de prestações por cinco meses, se o consumidor vier a perder seu emprego. O preço do seguro é R$ 9,50 e é incluso no financiamento. Hoje, as taxas cobradas pela financeira estão entre 12,9%, para crédito de até 12 prestações, e 10,9%, para planos de 15 parcelas.


