FINAL FELIZ - Mulher reencontra filha após 24 anos
Pouco mais de 24 anos após ser deixada, aos sete meses, na portaria de um hotel no centro de Curitiba, a vendedora de cosméticos Patrícia Dias de Souza realizou o sonho de conhecer sua mãe biológica. O reencontro com a dona de casa Ticiane Borges, de 40 anos, aconteceu na casa onde a jovem mora, no bairro Cajuru, e foi viabilizado graças às investigações da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o Tráfico de Pessoas, da Câmara dos Deputados.
Emocionada, Patrícia abraçou a mãe e disse perdoá-la. Ticiane explicou que teve Patrícia com 16 anos, quando namorava um homem mais velho, na época desempregado. Ambos foram morar com os pais dele, em Concórdia (SC), onde a menina nasceu. No entanto, a convivência ficou difícil e ela acabou retornando a Curitiba.
"Nós não tínhamos condições de criá-la. Então eu achei melhor entregá-la a alguém que pudesse. Só pedia a Deus para que ela fosse protegida de todos os males. Mas no meu coração havia um lugar vazio", afirmou.
A dona de casa percorreu 620 quilômetros de Garibaldi (RS), onde mora com outras duas filhas e dois netos, para reencontrar Patrícia.
O reencontro foi possível graças ao trabalho da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o Tráfico de Pessoas, da Câmara dos Deputados.
No início, a suspeita era de tráfico de crianças. Por isso, o processo ficou conhecido internamente como Caso Aisha (em referência à personagem adotada ilegalmente na novela Salve Jorge, da Rede Globo)
A CPI investiga a situação de 355 crianças do Paraná e de Santa Catarina que teriam sido adotadas ilegalmente por famílias americanas
O Programa Folha Cidadania tem como objetivo criar o hábito de leitura entre os jovens.





