Fim do segredo no caso Amanda
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quarta-feira, 03 de junho de 2009
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
Londrina - A juíza da 1ªVara Criminal de Londrina, Elisabeth Khater, pôs fim ontem ao segredo de justiça que vigorava no processo sobre o homicídio da universitária Amanda Rossi, 22 anos, morta em 27 de outubro de 2007, no câmpus da Unopar do Jardim Piza (Zona Sul). A decisão foi tomada porque ontem foi concluída a chamada fase de instrução processual com o depoimento das duas últimas testemunhas de defesa e dos três réus presos acusados do crime. Os advogados de defesa entraram com pedidos de revogação das prisãos preventivas.
A promotora que atua no caso, Susana Feitosa de Lacerda, comentou que a revogação do segredo era um passo natural após a oitiva das testemunhas de acusação, defesa e dos réus Alan Aparecido Henrique, 29, Luiz Vieira Rocha, 34, e Dayane de Azevedo.
A promotora lembrou, no entanto, que segue sob sigilo as investigações sobre a suposta mandante do crime. Segundo o depoimento de Dayane que gerou as prisões dela e dos outros dois réus, a mandante seria uma professora da Unopar.
Laércio Luz, defensor de Henrique, afirmou que seu cliente repetiu o que disse quando foi ouvido pela Polícia: que é inocente e que estaria em uma festa na noite do crime. A Promotoria, no entanto, sustenta que os horários em que Amanda foi morta e que os réus dizem ter chegado à festa não batem. Ele comentou que o fim do segredo no caso pode esclarecer a opinião pública de que Henrique nunca teve relação com o crime. Os advogados Adolfo Góis e Leonardo Vianna, que defendem Henrique, não comparecem à audiência e reclamaram não terem sido intimados. Por isso, devem ingressar com pedido de anulação do processo. A FOLHA não conseguiu falar com o advogado de Dayane, Jéferson Santos. Ele requisitou que a mulher seja submetida à exame de sanidade mental.
O advogado da Unopar, Antônio Carlos Coelho Mendes, reiterou que a direção da instituição mantém o total interesse para que o crime seja esclarecido e que todos os culpados sejam punidos. Sobre a revogação do sigilo judicial, ele comentou que não poderia se pronunciar porque não teve acesso aos autos.
Amanda foi encontrada morta em 29 de outubro de 2007, dentro da casa de
máquinas da piscina do campus onde cursava Educação Física. A Polícia apurou que ela teria sido morta dois dias antes, quando desapareceu durante uma festival de dança que era realizado no local. (Colaborou Mariana Guerin)


