Fim do primeiro milênio teve pânico e histeria
Fim do primeiro
milênio teve
pânico e histeria
Dizem os historiadores que o ano 1000, o chamado fim do primeiro milênio, causou pânico e histeria coletiva em várias partes do
mundo, por conta de previsões que acabaram não se confirmando. A Bíblia também contém passagens prevendo o fim do mundo, o que leva muitas seitas de fanáticos a, uma vez outra, permanecerem em vigília, esperando angustiadamente pelo nada.
Segundo o pesquisador Jules Michelet, na Idade Média,
acreditava-se que o mundo deveria acabar no ano 1000:
Antes do cristianismo - ele acrescenta - os etruscos também tinham fixado seu fim dentro de dez séculos. O cristianismo,
passageiro sobre esta Terra, adotou essas crenças...este mundo não via em si a não ser o caos. Aspirava à ordem, esperava a morte. Segundo Michelet, parecia que a ordem das estações tivesse se invertido, que os elementos seguissem novas leis. Uma peste terrível desolou o sul da França. A carne dos doentes parecia atacada pelo fogo, se desligava dos ossos, caía como se estivesse podre...
E está escrito na Bíblia que as próprias forças dos céus serão abaladas, os homens definharão de medo, o Sol escurecerá... então,
verão o filho do Homem. Quando tudo isso começar a acontecer, alegrai-vos, levantai vossas cabeças, porque se aproxima a vossa libertação (Mateus, cap. 24; Marcos, cap. 13; Lucas, cap. 21).
Tantas previsões tornam inevitáveis as manifestações de inúmeras seitas espalhadas pelo mundo, preparando-se para o juízo final. Para o historiador Paul Kennedy, no entanto, em vez de temer o futuro o homem precisa se preparar para enfrentar os desafios do próximo século. É o que ele defende em seu livro Preparando-se para o Século XXI.
Kennedy também faz suas profecias nesse livro. Para ele, é bem provável que as grandes mudanças globais em andamento acabem enfraquecendo todas as nações, empobrecendo a maior parte da humanidade. Mas ele diz que tudo poderá ser superado com muita fé e esperança.





