Para o presidente da Sociedade Brasileira de Bioética, José Eduardo Siqueira, professor da Universidade Estadual de Londrina (UEL), a resolução do CFM acaba com um dilema ético e moral rotineiro nas UTIs. ''Houve um avanço extraordinário da tecnologia no século XX, mas a discussão da ética não evoluiu junto. Hoje temos um arsenal de possibilidades para introduzir medicamentos, tecnologia, aparelhos que prolongam o sofrimento do doente, que só quer ser tratado com dignidade nessa hora'', afirma.
''A vida é muito boa, mas é finita'', concorda o presidente do CRM-PR. Para ele, o prolongamento da vida só é justificado quando há respeito à qualidade de vida do paciente. ''Quando não tem mais isso, quando não há mais condições clínicas e medicamentosas de ter uma condição melhor, não vale a pena prolongar uma vida sem propósito'', finaliza.(M.G.)

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