O Sindicato de Hospitais de Londrina e região está preocupado com a determinação da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) que impede a exigência do cheque-caução dos pacientes com plano de saúde. A alegação é que os hospitais ficam sem proteção, sem um ''mecanismo de negociação''.
A medida da ANS está em vigor desde segunda-feira e os hospitais da cidade estão obedecendo a determinação, segundo o sindicato. ''A situação nos preocupa, os hospitais ficam vulneráveis num segmento em que já há defasagem de preços, principalmente do SUS (Sistema Único de Sa© úde)'', afirmou Antonio Carlos Ribeiro, presidente do sindicato e diretor geral do Hospital Evangélico.
Segundo Ribeiro, no Hospital Evangélico, o cheque-caução era exigido principalmente em casos de internação de clientes com planos de saúde com sede em outra cidade, cerca de 20% dos casos. O cheque-caução era devolvido depois que a operadora do plano de saúde autorizava e liberava a guia de internação. ''Num caso de emergência, o hospital tem que salvar a vida do paciente, mas se o plano não autorizar o procedimento, o hospital corre um sério risco de ficar sem cobertura'', disse. A Federação Brasileira dos Hospitais (FBH) já anunciou, no início da semana, que vai entrar na Justiça contra a resolução da ANS, argumentando que o órgão regula as operadoras, não os hospitais.
No Paraná, uma lei estadual de outubro de 2000 já proibia a exigência de cheque-caução, mas a lei não era cumprida. A assessoria de imprensa da Irmandade da Santa Casa de Londrina (Iscal) informou que o cheque-caução não é exigido desde esta época.

mockup