Curitiba - Um caso marcante de violência contra homossexuais na década de 80 foi o assassinato do travesti Nelson Rink, conhecido por Gilda. Ele teria vindo morar em Curitiba na década de 70. Gilda nasceu no interior do Paraná e trabalhou como motorista. Em Curitiba, Gilda provocou os mais conservadores, mas cativou o respeito de muitos, entre eles do coordenador do Procon do Paraná, Algaci Túlio. Vereador na época do crime, ele fez questão de providenciar o sepultamento de Gilda.
O travesti perambulava pela Rua XV de Novembro pedindo esmolas. Quem não tivesse um trocadinho para dar a ela, ganhava um beijo. Gilda também era agressiva e chegou a bater naqueles que a desafiavam. Este teria sido um dos prováveis motivos do seu assassinato.
Gilda foi presa inúmeras vezes a mando do secretário de Segurança da época mas, a pedido de populares e defensores da figura folclórica, era solta. Também foi homenageada por grupos carnavalescos da época e chegou a ganhar um samba enredo.
O fim de Gilda levou populares a construírem um monumento, na Rua XV de Novembro, próximo ao Bondinho. Homenagem à figura que quebrou padrões e lutou contra preconceitos. (C.D.)

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