Fim da exploração sexual requer combate à pobreza
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 20 de dezembro de 2001
Agência Estado<br>Yokohama, Japão 
Compromisso Global de Yokohama 2001. Esse é o título do documento final do Segundo Congresso Mundial contra a Exploração Sexual de Crianças, que começou na segunda-feira na cidade que será sede da decisão da Copa do Mundo de Futebol, no próximo ano. Se no esporte se esperam grandes emoções para Yokohama, o documento oficial construído pelo evento soou tímido e previsível diante da força das declarações da plenária de abertura e, principalmente, da qualidade do trabalho apresentado pela maior parte das entidades no combate a uma das mais graves ameaças enfrentadas pela infância e a dolescência em nível mundial.
De 130 países, 3.500 pessoas - quase o dobro do esperado pelos organizadores do evento - ocupam diariamente as salas e auditórios do centro de convenções Pacífico Yokohama e vêm fazendo do Congresso um inegável sucesso. Seja no que diz respeito a estratégias de prevenção, seja no trabalho de suporte às vítimas ou ainda na consolidação de bases legais para a penalização dos responsáveis pelo crime, o encontro atesta o fato de que o mundo conta hoje com recursos muito - e na maioria replicáveis em qualquer país - para atingir o núcleo do problema.
Mais claro fica que a chave-mestra de todo este processo continua atendendo pelo nome de vontade política. E isto tanto para implementar diretamente o leque de ações de confronto à exploração sexual quanto para atacar aquele que ainda hoje é o principal fator de estímulo ao surgimento e expansão do quadro na grande maioria dos países: a miséria. O congresso termina hoje.


