Filmes do gênero rendem dois guias
Ele já não tem mais a maioria dos filmes que comentou. ''Não só por necessidade, mas também por questão de reciclagem'', explica. Apesar disso, o designer gráfico Guilherme de Martino, de 40 anos, pode se considerar hoje em Londrina um dos cinéfilos mais fiéis do gênero de terror; ele já assistiu e comentou pelo menos 500 filmes. O resultado de tanta dedicação foi compilado em dois guias sobre o assunto, elaborados ao longo de 1998.
''Como eu já era fã desse tipo de produção, resolvi reunir comentários meus e de outros aficcionados'', explica, sem esquecer que o advento do videocassete, no anos 80, foi decisivo para que o hábito pudesse ser cultivado. ''Do trash ao surrealismo espanhol, passando pelo expressionismo alemão, tudo era válido se fosse terror. Mas havia uma certa censura em se exibir esse tipo de filme, no começo. As informações de que eu precisava para compor o material só foram possíveis mesmo com o vídeo'', comenta.
Apesar de descartar uma terceira edição do guia, Martino não deixa de acompanhar as produções mais recentes de seu estilo preferido. ''Hoje é tudo reciclagem, faz-se muito pouca coisa nova. Nesse sentido, digo que o mercado está saturado''.J.G.





