Filipinos repetem tradição condenada pela igreja
France Presse
De San Fernando
Dez homens e uma mulher foram voluntariamente crucificados ontem, nas Filipinas, uma tradição que se repete a cada ano, apesar de condenada pela Igreja Católica. Várias centenas de pessoas, curiosos e turistas estrangeiros, assistiram às crucificações, uma prova de fé em Cristo para os filipinos.
Homens vestidos de centuriões romanos, cruzes de madeira, martelos e pregos de 10 centímetros de comprimento esperavam os candidatos a sofrer a mesma pena aplicada a Jesus, há 2000 anos.
Um dos crucificados, Chito Sangalang, motorista de ônibus, não pôde impedir que uma careta de dor deformasse seu rosto, quando os pregos atravessaram as suas mãos e pés. Sua cruz foi levantada depois, por alguns momentos, para que seu martírio fosse visto por todo o público, antes que o penitente fosse liberado.
Um após outro, os dez homens foram pregados nas cruzes, antes que a única mulher, Amparo Santos, fosse crucificada. É assombroso ver pessoas que se sacrificam por seus pecados, comentou Rey New, turista dos EUA, de 40 anos.





