Filiais americanas prevêem crescimento do Brasil Do correspondente Paulo Sotero
Washington, 19 (AE) - A grande maioria dos executivos que dirigem subsidiárias de empresas norte-americanas no Brasil espera um crescimento de 2% a 4% este ano. Mais da metade acha que o PIB continuará a ter essa mesma expansão moderada no médio prazo. Mas, num sintoma do otimismo que está aos poucos retornando ao País, depois da apavorante crise de 1999, perto de 50% dos dirigentes das empresas americanas acreditam que seus negócios crescerão pelo menos 6%, bem mais do que o Brasil, nos próximos 12 meses. Esses números são o resultado de um levantamento divulgado hoje (19) pelo Conselho Empresarial Brasil-Estados Unidos, na primeira de sete sessões do Forum 2000
uma série de palestras, seminários e eventos sobre temas de interesse para as relações dos dois países que ocorrerão ao longo do ano. O levantamento reflete a opinião dos dirigentes de 27 das 57 grandes empresas americanas que são membros do conselho.
O estudo indica que a credibilidade da política econômica continua forte entre os executivos americanos no Brasil. Quase metade deles ( 48%) espera uma inflação anual de 6% a 8%, dentro
portanto, das metas fixadas pelo Banco Central. Pouco mais de um terço (36%) é mais pessista e trabalha com uma variação de preços de 8% a 10% no ano.
Poucos (12%), acham que a inflação ficará na banda inferior da meta ( 4% a 6%), mas uma porcentagem menor ainda (4%) prevê um galope de 10% a 12% nos preços.
As companhias dividem-se em proporções iguais quando perguntadas sobre suas perspectivas de investimentos no Brasil este ano: 42% programaram aumentos moderados (25%) ou significativos (17%); 41% manterão os investimentos nos níveis atuais; e apenas 17% têm planos para reduzi-los.
A maioria aponta a reforma tributária como a área mais importante de ação do governo, para aumentar a confiança dos investidores na economia brasileira. Atrás dela vem, pela ordem de prioridade, as reformas destinadas a controlar os gastos do setor público, a execução da reforma da previdência social , o programa de privatização e a busca de um equilíbrio na balança comercial. Obviamente, os altos impostos são apontados pela maioria como a maior dificuldades para administrar os negócios no País. Seguem-se o excesso de burocracia, a taxa de juros, a taxa de câmbio, a falta de infra-estrutura e os custos trabalhistas.
Pela ordem, as áreas nas quais as melhorias têm maior impacto para os negócios das subsidiárias americanas são as telecomunicações, aeroportos, estradas, ferrovias, portos internacionais e hidrovias.
Menos da metade das companhias que responderam o questionário usa o comércio eletrônico no Brasil no momento. Mas dois terços esperam incorporar esse tipo de transação em seus negócios este ano.





