Filhos de mães que trabalham não sofrem
Washington, 28 (AE-REUTERS) - Mães que trabalham podem, agora, parar de se culpar por não estarem ajudando seus filhos na escola. Um estudo divulgado hoje (28), na revista Developmental Psychology, da Associação Norte-Americana de Psicologia, concluiu que crianças de mães que trabalham não vão pior na escola do que aquelas cujas mães ficam mais tempo em casa e não trabalham.
Mesmo crianças que ainda eram bebês quando suas mães voltaram a trabalhar não foram prejudicadas, segundo o estudo publicado na revista .
A chefe da pesquisa, Elizabeth Harvey, da Universidade de Massachusetts, nos Estados Unidos, compilou dados apurados de 12.6 mil pessoas com idades que variavam entre 14 e 22 anos, desde 79. Harvey apurou quantas mães trabalharam durante os primeiros três anos de vida de seus filhos, quão cedo elas retornavam ao trabalho, e quantas horas por semana passavam no escritório, durante os três primeiros anos de vida.
Nas crianças, a pesquisadora investigou problemas na aquiescência, no comportamento, no desenvolvimento cognitivo, suas personalidades e no desempenho acadêmico.
Filhos cujas mães trabalhavam durante os primeiros três anos de vida não apresentaram diferenças significativas das crianças cujas mães não trabalhavam.
Mães de crianças de três e quatro anos que voltavam do trabalho mais tarde do que a maioria apresentaram maior aquiescência - elas se importavam mais - do que os filhos cujas mães retornavam mais cedo do trabalho.
No entanto, as diferenças eram muito pequenas e já tinham desaparecido quando as crianças chegavam aos cinco e seis anos.
Crianças cujas mães passavam mais tempo trabalhando do que a maioria tiveram notas um pouco mais baixas em vocabulário e outros tipos de matérias relacionadas ao ensino primário do que os filhos de mães que não passavam tanto tempo fora de casa. Novamente, as diferenças também eram muito pequenas e desapareceram com o tempo, segundo Harvey.
O estudo também avaliou o impacto nos filhos de pais que trabalhavam e encontrou pouca diferença.





