Londrina – Os dois filhos de Marcos Colli, arrolados como testemunhas de defesa, não compareceram à audiência em que o pai é réu por estupro de vulnerável na quinta-feira na 6ª Vara Criminal de Londrina. Segundo a defesa, eles não foram notificados oficialmente sobre a oitiva. A Justiça alega que o endereço fornecido estava incorreto.
De acordo com o advogado de Colli, Mateus Vergara, o endereço indicado estava correto, mas após a prisão do pai os filhos mudaram de residência. Vergara rechaçou a ideia de que isso tenha sido uma estratégia para evitar a presença das testemunhas na audiência. "Não tem estratégia nenhuma. Nós estamos falando de uma família que ficou desestruturada depois da prisão do pai e eu não fico falando todo dia com as testemunhas", esclareceu.
O Ministério Público (MP) conseguiu junto ao 5º Batalhão da Polícia Militar (PM), onde Colli está preso, uma declaração afirmando que os filhos estiveram na manhã da audiência visitando o pai e levaram o terno utilizado pelo ex-presidente do Partido Verde (PV) durante os depoimentos. Fato esse que, segundo o MP, comprova que os filhos sabiam da audiência.
"Eles realmente estiveram com o pai, mas a lei é clara: como eles não foram notificados, não tinham a obrigação de comparecer", explicou Vergara.
A Justiça concedeu um prazo de dois dias para que o novo endereço seja fornecido pela defesa. "E será feito, sem problema nenhum", garantiu o advogado.
A defesa indicou outras seis testemunhas - três serão ouvidas por carta precatória nas cidades onde residem.
Marcos Colli está preso desde o dia 20 de maio e responde pelos crimes de estupro de vulnerável e por filmar e fotografar três meninas de 6, 9 e 13 anos em poses sexuais e pornográficas. A audiência, que foi suspensa na quinta-feira, será retomada no dia 29.

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