O corpo do filho do embaixador do Brasil na Itália, Paulo Flecha de Lima, Paulo Flecha de Lima Filho, será enterrado hoje, às 11 horas, no Cemitério do Bonfim, em Belo Horizonte. ‘‘Paulinho’’, como era mais conhecido, de 38 anos, sofria de obesidade mórbida - pesava 146 quilos. Por isso, submeteu-se a uma cirurgia de redução de estômago em junho. Ele morreu ontem, no Hospital Sarah Kubtscheck, em Brasília, por complicações pós-operatórias, que o levaram a contrair uma pneumonia.
As doenças pulmonares eram antigas. Ele sofria de apnéia do sono, parava de respirar à noite, o que o obrigavou a dormir sentado no último ano. Um dia após a cirurgia de estômago, ‘‘Paulinho’’, que tinha síndrome de Down, passou mal, apresentou a sídrome de angústia respiratória do adulto (Sara) e passou 61 dias internado no Centro de Terapia Intensiva (CTI) do Hospital Materdei, onde passou pela operação.
A cirurgia tem risco de 1% a 3% de mortalidade e consiste em criar um novo estômago, menor, a partir do antigo, onde é posto um anel para que o órgão não volte a se dilatar e que a comida passe mais devagar. - Com isso, o paciente pode, em média, perder até 40% do peso, informa o especialista Marcos Martins da Costa, médico de ‘‘Paulinho’’.
O filho do embaixador saiu em 14 de agosto do CTI e, em 4 de setembro, teve alta do hospital e foi, imediatamente, transferido para o hospital com o objetivo de fazer fisioterapia muscular. Segundo o médico, a respiração e a função renal estavam normais e ele apresentava movimentos nos braços. O médico contou ainda que, por causa da internação prolongada no CTI, ‘‘Paulinho’’ não tinha força muscular para caminhar. No Sarah, pegou uma pneumonia e o quadro piorou, até a morte, na manhã de ontem.

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