Filho é considerado um ser privilegiado
PUBLICAÇÃO
domingo, 14 de dezembro de 1997
Agência Estado 
Albertina comenta que do ponto de vista psicológico, a gestante com mais de 30 anos tem uma maior valorização dela e da própria gravidez. Ela é extremamente colaboradora, inteligente e apresenta um autocuidado considerável. O que é muito importante na gravidez, conclui. Ou seja, nessa idade a mulher que engravida o faz porque realmente deseja. Uma mulher que espera o primeiro filho aos 30, 35 anos, o faz com muito amor. Ela não tem dúvida, na maior parte das vezes. Geralmente, são mulheres estabilizadas profissionalmente e financeiramente. Isso, independente do parceiro , acredita. É uma gravidez que não depende de um casamento. Mas, em contrapartida, as mães sabem muito bem cobrar a participação efetiva dos pais na criação da criança. Pois, elas sabem exatamente seus direitos.
A médica analisa que a experiência de vida faz com que a mulher se prepare muito mais para exercer o papel de mãe. Ela já teve vários papéis na sua existência, profissionais e pessoais. Já amou e foi amada muitas vezes. Já protegeu e foi protegida. Conhece o gosto dos afetos e abriu espaço para mais um, admite. Então a gravidez é para ela um verdadeiro estado de encantamento. Desta forma, analisa, o bebê terá maiores chances de ser feliz. Ele foi sonhado, planejado e, agora, será amado com grande intensidade, destaca.
Albertina assinala que o ideal seria que mulheres de todas as idades fossem conscientes do movimento extremamente forte que é a gravidez. Digo isso com base em 27 anos de experiência. O que me dá total segurança para afirmar que é mais fácil acompanhar a gestação de uma mulher de 35 anos do que a de uma garota de 20 anos. É um universo totalmente diferente, garante. O filho de uma mulher com mais de 35 anos é, sem dúvida, um privilegiado.
- CONSULTORIA -
Albertina Duarte - Fone: (011) 62.3396


